terça-feira, 12 de maio de 2015

[MURAL TRASH] THE BATTERY

Sabe aqueles filmes que você fica sabendo por e, por acaso, ele te deixa com vontade de vê-lo na mesma hora? Então, “The Battery” entrou nessa minha lista.

Ele é mais que um filme de zumbi. Na verdade, os mortos-vivos aparecem bem pouco no filme. Nem se explica como essa ‘praga’ foi disseminada. Só sabemos que eles existem e pronto.

A trama gira em torno de Ben e Mickey, dois jogadores de Baseball que lutam para sobreviver a cada dia nessa realidade catastrófica. Com as mochilas cheias de comidas enlatadas, os dois caminham sem rumo, e estão em busca de nada.

O longa pode ser dividido em duas partes. Na primeira, somos apresentados aos personagens e testemunhamos suas peripécias para se manterem vivos, vasculhando casas e carros, arrumando qualquer coisa que possa ser útil. E na outra, eles acabam se vendo encurralados pelos tais zumbis dentro de um carro. E o desenrolar dessa situação vocês vão saber só assistindo o filme.

É um filme diferente pra caramba. Pelo menos eu nunca tinha visto um filme de zumbis assim. Dos 100 minutos de filme, os mortos-vivos devem aparecer de 15 a 20 minutos. NO MÁXIMO!

E, definitivamente, para quem gosta de filmes "fora da caixa" essa é uma boa pedida! Assistam e me digam o que acharam.

[NOSTALGIANDO] ELVIRA – A RAINHA DAS TREVAS

Sou um amante do cinema de maneira geral, mas tenho uma paixão por filmes que marcaram minha infância/adolescência, em sua maioria obras que conheci pela Sessão da Tarde e, no extinto, Cinema em Casa. A maioria desses filmes são produções dos anos 80 e 90 que marcaram não só a mim, como também várias outras pessoas que tiveram a oportunidade de assisti-las. Hoje em dia, quando tenho tempo, vejo o que passam na Sessão da Tarde e só consigo pensar “O que fizeram com os filmes bons?”. Ainda bem que a Internet trás ao nosso alcance essas histórias que tanto marcaram época, e, através desse espaço no blog, pretendo relembrar e comentar esses filmes que, pra mim, são clássicos.

Fiquei pensando em qual filme seria bacana para abrir essa coluna no blog e vários me vieram à cabeça, mas um em especial, que há tempos eu queria reassistir, acabou sendo minha escolha: ELVIRA – A RAINHA DAS TREVAS. Sem dúvidas, esse filme mexeu com o lúdico da molecada, em especial os meninos.

Elvira apresenta um programa de baixo orçamento onde são transmitidos filmes de terror, o que explica seu visual bem chamativo e provocante. Ela acaba perdendo seu emprego, o que a deixa mais distante de seu sonho, que é ter seu próprio show em Las Vegas, porque pra isso, ela precisa de dinheiro para bancar o mesmo. Sem saber o que fazer, o inesperado acontece e uma luz no fim do túnel aparece. Uma tia-avó que ela nem sabia da existência morre e deixa Elvira como uma herdeira. Animada, achando que conseguiria a grana necessária para concretizar seu show, ela parte para a pequena cidade de Fallwell, em Massachusetts. Chegando lá, tem outra surpresa, sua tia deixou apenas uma casa, um cachorro e um livro de receitas. Frustrada por não ter ganhado dinheiro na herança, ela decide vender a casa e sumir daquele fim de mundo o quanto antes.

Nem tudo são flores para nossa protagonista. Ela encontra dois obstáculos em sua estadia em Fallwell: seu tio Vinnie, que quer por tudo o tal livro de receitas, que contém grandes segredos; e também a população da cidade, que é muito conservadora e cheia de proibições, se vendo espantados com o estilo (um tanto quanto peculiar) de Elvira. Quando esses dois problemas se juntam, a situação dela se complica, chegando a verdadeiros extremos.

É uma comédia que envolve elementos do terror e até “um pouco de” erotismo. Mistura que, bem feita, costuma dar bons resultados. Esse filme é prova disso. A personagem principal nos cativa com seu jeito extravagante e piadas bestas todo o tempo, até mesmo nos momentos mais caóticos. Por essas e outras, ela se tornou ícone de uma geração. Um verdadeiro impacto que misturava rebeldia e sensualidade numa época em que as crianças realmente eram crianças, diferente de hoje em dia.

Definitivamente, “Elvira, A Rainha das Trevas” merece figurar entre os grandes clássicos da Sessão da Tarde, e também aqui, no blog. Como entretenimento, é um ótimo filme. E se por acaso você ainda não o viu, não demore mais, procure-o e assista. É diversão garantida!

Termino aqui meu primeiro post dessa coluna. Volto em breve para tirar poeira de mais um dos filmes que marcaram minha vida e a de muitos por aí.

Obrigado, galera!